Ao amanhecer a chuva lava a embriagueis da madrugada, finita, já alimentada por vodka e tédio.
As gotas caem sobre mim como pedras de gelo que se dissolvem ao tocar minha pele, e novamente se tornam água a banhar minha insanidade.
O vento sopra em minha direção, aumentando o vazio que me consome.
Pessoas saem de suas casa enquanto eu volto a minha.
Sem equilíbrio no corpo, me livro das roupas frias e molhadas de chuva e de suor.
Sem fome como. Por instinto.
Sem firmeza nas mãos escrevo. Por paixão.
Sem sono durmo. Por necessidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário