Andando pela rua mais escura,
Respirando seguidamente _compassado_
Memórias fluindo como sangue,
Da ferida aberta jamais cicatrizada.
Fluido escarlate pingando sofrimento,
Cada passo seguido pelo vento _frio_
Que toca meu rosto como uma “amante”,
Gélida e ausente, _cancerosa_.
O asfalto queima meus pés como enxofre,
O frio corta minha carne como navalha,
O sabor amargo do cigarro aceso,
A dor agridoce do meu inferno particular.
Segundos passam como mil dias,
A “amante” que antes tocava meu rosto,
Agora copula como um vendaval sobre mim,
Varrendo minha sanidade com sua paixão.
O som que ecoa em minha mente,
O asfalto que queimava meus pés,
O cigarro _agora apagado_
Tudo termina. O inferno continua.
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