Andando pela rua mais escura,
Respirando seguidamente _compassado_
Memórias fluindo como sangue,
Da ferida aberta jamais cicatrizada.
Fluido escarlate pingando sofrimento,
Cada passo seguido pelo vento _frio_
Que toca meu rosto como uma “amante”,
Gélida e ausente, _cancerosa_.
O asfalto queima meus pés como enxofre,
O frio corta minha carne como navalha,
O sabor amargo do cigarro aceso,
A dor agridoce do meu inferno particular.
Segundos passam como mil dias,
A “amante” que antes tocava meu rosto,
Agora copula como um vendaval sobre mim,
Varrendo minha sanidade com sua paixão.
O som que ecoa em minha mente,
O asfalto que queimava meus pés,
O cigarro _agora apagado_
Tudo termina. O inferno continua.
domingo, 12 de julho de 2009
Untitled..
Quanto mais busco pelo meu inferno,
Mais vejo que é o paraíso o que nunca encontrarei,
O caos que em mim habita não deixara
De ser fruto de minha autopunição.
Quão longe eu terei de seguir
Para que um dia possa pensar que o ontem foi uma bobagem?
E apesar de tudo de ruim que se passou,
Minha vida se explique no hoje,
E o amanha se torne uma incerteza...
Mais vejo que é o paraíso o que nunca encontrarei,
O caos que em mim habita não deixara
De ser fruto de minha autopunição.
Quão longe eu terei de seguir
Para que um dia possa pensar que o ontem foi uma bobagem?
E apesar de tudo de ruim que se passou,
Minha vida se explique no hoje,
E o amanha se torne uma incerteza...
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